Aulas De Jongo Benjamin Constant AM

Aulas De Jongo em Benjamin Constant. Encontre telefones, endereços e informações sobre Aulas De Jongo em Benjamin Constant e região. Aproveite e leia o artigo abaixo sobre Aulas De Jongo para obter dicas e informações sobre o assunto.

Clube Recreativo Cel Valtemberg
(97) 3412-4055
Rua Bahia
Tabatinga, Amazonas
 
Clube de Campo Ceu Azul
(16) 3385-1273
Tv Avibar 67
Tabatinga, São Paulo
 
Previdenciário Clube do Amazon
(92) 3234-0361
Rua 24 de Maio 220 s 901
Manaus, Amazonas
 
Clube da Unimed
(92) 3651-3793
Rua 2
Manaus, Amazonas
 
Copmam
(92) 3642-5152
Avenida André Araújo 2800
Manaus, Amazonas
 
Grêmio Recreativo Coronel Walt
(97) 3412-2418
Rua Bahia 400
Tabatinga, Amazonas
 
Clube Asa
(92) 3656-3513
Avenida Coronel Teixeira 2131
Manaus, Amazonas
 
Manaus Country Club
(92) 3644-2995
Estrada Cachoeira Grande 3000
Manaus, Amazonas
 
Olímpico Clube
(92) 3233-2100
Avenida Álvaro Maia 501
Manaus, Amazonas
 
Grêmio Recreativo Coronel Walt
(97) 3412-2418
Rua Bahia 400
Tabatinga, Amazonas
 

Como dançar jongo

O jongo é uma herança cultural dos povos africanos que desembarcaram no Brasil em plena época da escravatura, a qual condicionou os negros e seus descendentes a serviços pesados, à base de chibatas e sem remuneração alguma. Esta manifestação artística foi a grande influência para a criação do samba, estilo musical que caracteriza a alegria e a identidade da população brasileira na questão cultural.Origem do JongoTrazido ao Brasil pelos escravos nativos de Ndongo e Kongo, que foram comercializados e traficados ao nosso país, o jongo é a união de música e dança através da ação dos participantes que usam cantigas e poemas para desafiar seus adversários, tudo à base da improvisação. Outra característica marcante desta manifestação cultural está nas adivinhas que são entoadas para divertir e entreter os jongueiros. Via FlickrNa execução do ritmo e nas expressões corporais, o jongo utiliza alguns elementos que possuem significados e importâncias ao povo que o pratica. Os tambores representam os ancestrais; o fogo representa a iluminação às almas dos que já morreram e a dança entre um casal simboliza a fertilidade e o início de uma nova vida.Dessa forma, o jongo, que também recebe os nomes de caxambu, tambor e tambu, é encarado e respeitado com uma expressão poética que se prevalece da música e da dança para sua realização entre as comunidades e quilombos que possuem forte ligação com a cultura africana herdada pelos escravos brasileiros. Mesmo após tantas décadas, o jongo ainda é preservado em várias regiões do Brasil, através de festas populares e celebrações entre os jongueiros, que são os participantes e integrantes de um grupo de jongo.O Jongo e o Samba Os mais experientes sambistas fazem questão de ressaltar que o jongo é o pai do samba e que foi através de sua musicalidade e harmonia que os ritmistas antigos derão origem ao ritmo mais conhecido e característico do Brasil.A história conta que enquanto se batiam os tambores, os mestres do jongo criavam na hora os “pontos”, que são os versos e estrofes cantados pelo mestre e entoados pelos demais participantes do jongo, que formam uma roda em volta deles para cantar e dançar. Desta maneira se originou a roda de samba, a qual os sambistas tocam os instrumentos e cantam músicas que falam do passado e do cotidiano, seguidos por várias pessoas sintonizadas no mesmo ritmo e no mesmo propósito. Via FlickrQuando a escravidão foi abolida, o jongo continuou sendo cultuado e passou a ser realizado nas casas e nas comunidades dos ex-escravos, que agora podiam se manifestar com mais liberdade e menos opressão. No estado do Rio de Janeiro alguns grupos de jongo se formaram e deles foram criadas as escolas de samba que hoje vemos brilhar no carnaval carioca.As semelhanças entre o jongo e o samba são notórias tanto nas composições das músicas como também na dança, nos instrumentos utilizados e na forma de expressão corporal dos participantes destas duas formas de expressão cultural que são heranças de nossos antepassados que foram fundamentais para a criação do Brasil, construído através da força e da resistência dos escravos.Como dançar JongoO jongo tem sido cada vez mais utilizado nas escolas, assim como a quadrilha, para o ensino da história e dos valores contidos na cultura brasileira. Dançar o jongo é uma atividade muito prazerosa e saudável e por mais que algumas pessoas a associem a religiões consideradas “obscuras”, o jongo não é relacionado diretamente a nenhuma seita ou prática religiosa. Apenas é uma expressão poética e artística que visa a improvisação e a dança como elementos utilizados para a diversão e alegria dos participantes chamados de jongueiros.Segundo a tradição, o jongo se dança da seguinte forma: O jongueiro que inicia a dança coloca-se ao lado do tambu (instrumento de percussão) e joga o ponto inicial (uma frase ou fala que ele utiliza para se expressar ou compor uma canção). O ponto é repetido pelos participantes, que rodeiam os jongueiros mestres e os tocadores de instrumentos. O segundo jongueiro improvisa um segundo ponto com referência ao primeiro, com rimas e com sentido literal ao tema. Os participantes entoam este canto e continuam a dançar rodeando os jongueiros e assim o jongo segue até os jongueiros terminarem ou não jogarem mais pontos na roda. Via FlickrExistem grupos de jongo principalmente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Bahia, onde a concentração de escravos foi maior antigamente. O grupo carioca “Jongo da Serrinha” mantém viva a cultura artística africana e é o mais conhecido grupo de jongo do Brasil e, através de suas apresentações, conta a história de nosso país utilizando a arte e a cultura como instrumentos para a conscientização e o conhecimento de nossas raízes.